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Archive for Fevereiro, 2009

A Sinalização Rodoviária E O Sentido De Humor Da Câmara de Odivelas

Fevereiro 19, 2009 3 comentários

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De acordo com o site da Câmara Municipal de Odivelas, procedeu-se à colocação da sinalização vertical no Bairro Vale do Forno. E de acordo com o mesmo site, podemos ver uma foto com um excelente ângulo sobre a tarefa.

Eu digo: Finalmente!

Só gostava de apontar o seguinte:

Exma. Sr.ª Presidente da Câmara de Odivelas,

A sua atitude é de louvar, no entanto a menos que também corrija alguns problemas graves como por exemplo o precipício que até se pode observar na foto que foi publicada no vosso site, de nada serve por uns sinalitos.

Já que nada faz para o tapar, ao menos que o sinalize por isso deixo uma sugestão…

precipicio

Não se preocupe por o sinal ser multilingual. Assim os estrangeiros ilegais que moram no Bairro têm a possibilidade de não partir uma perninha. Ao menos vence-se a barreira da língua.

Talvez no programa ‘Nós por Cá’ da SIC apreciem o seu sentido de humor, cara Sr.ª Presidente.

Heaven’s Door

Fevereiro 10, 2009 Comentários desativados

Parede

 

Grande parte da força da Arquitectura está no poder de surpreender. Para lá do simples abrigo existe algo. O espaço que nos toca, nos abre os sentidos e nos deixa a voar entre nós e o que nos rodeia.

Já dizia Aalvar Alto (arquitecto finlandês) que um dos segredos está no contraste.

Se pensarmos no que é o contraste talvez vejamos que este é necessário se queremos distiguir algo. Se eu tiver um texto branco num fundo branco, pouco ou nada se distinguirá, mas ao invés tiver o mesmo texto branco sobre um fundo negro, o texto ficará correctamente delineado, definido e claro. O mesmo se passa com os espaços à nossa volta: se queremos surpreender, temos que definir o objecto que vai surpreender, delineá-lo, torná-lo claro e inequívoco, senão passará despercebido e não terá surpresa alguma.

Como fazemos o contraste, então? Está tudo escuro e acendemos a luz? Talvez seja uma boa ideia se quisermos ficar tontos e cegos por uns segundos. Também não queremos matar ninguém de susto. A ideia é surpreender, mas ser subtil. Constraste e subtileza, dois amigos que junto fazem muito.

A ideia é esconder o ‘jogo’ ou então permitir umas espreitadelas sobre o elemento que vai surpreender (pistas) enquanto levamos a pessoa sobre algo diferente, num ambiente que pelo contrário faça salientar o que vem a seguir. Se eu quero salientar e surpreender por este facto um espaço que é grande, tenho que levar a pessoa por um espaço pequeno ou estreito. Não posso levá-lo por algo parecido, senão o contraste não será intenso. A subtileza está em não aparecer por trás com um páu mas podemos ser intensos e subtís ao mesmo tempo.

Ainda melhor, podemos fazer combinações. Um espaço nunca é só grande ou pequeno. Tem luz, cheiro, textura, temperatura, som,… Por isso as variáveis são imensas. Por isso este jogo nunca tem fim.

Um dos segredos da manipulação do espaço é o contraste.

Parede1

Categorias:Reflexões

Watching The Sea

Fevereiro 6, 2009 Comentários desativados

passaroco 

Por haver uma grande diferença entre olhar para o mar e estar nele, digo-vos o seguinte: tudo na vida é dificil e o que não é, não o merecemos.

Segundo o que se diz, 2009 vai ser um ano dificil. Acredito que sim. Todos o dias há noticias de fabricas a fechar, empresas em recessão, pessoas a protestar, preços a aumentar, desempregados já são demais e o governo faz não sei o quê…

Mas atenção: não acreditem em tudo o que ouvem. Uma mentira repetida vezes sem conta não se torna verdade!

Estamos no tempo da exploração e da sacanagem. Tempo de grandes aproveitamentos, quer da situação (para quem pode), dos outros (e para ser mais rigoroso: da desgraça dos outros) ou até mesmo das bestialidades mentais que certas pessoas se lembram.

Um caso concreto é o de patrões que pedem (ops! exigem!) aos seus empregados (ops! escravos aos seus olhos) que façam esforços desproporcionados e por vezes humilhantes, apenas e só justificado pela “Crise”. Querem que se trabalhe mais dias da semana, que se ganhe o mesmo ou até menos (fixe, não é?) e os trabalhadores devem aceder, sob pena de aborrecer alguns meninos que apenas pretendem, com certeza, adquirir mais uma futilidade carissima.

É compreensível a reacção receosa por parte do trabalhador, pois, afinal de contas, não quer ficar desempregado e não sabe o que o espera lá fora. Mas caros amigos, não se deixem iludir, porque o ficar, o não arriscar, o ceder à exploração de cabiz baixo não leva a lado nenhum que não o da humilhação e o do pontapé do rabo quando o patrão já não estiver interessado em vocês.

Não estou a insentivar à revolta, ou à saída do vosso emprego, mas considerem definir limites a onde nem o vosso patrão consegue ultrapassar ou subverter.

Aguentem-se, colaborem, mas tenham limites e não se humilhem. Lembrem-se que isto do aproveitamento pode dar também para o vosso lado. A luta a travar agora definirá o vosso futuro quando a situação do nosso País melhorar! É a luta pelo respeito!

Não à escravidão dissimulada!

 

Tentem expandir os vossos horizontes: Watching The Sea.

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